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23 de maio de 2015

Análise - Legacy of Kain - Soul Reaver



Poucas franquias conseguiram ir do inferno ao céu, e do céu ao inferno em tão pouco tempo quanto à franquia “Legacy of Kain / Blood Omen”. O universo imensurável de Nosgoth é um dos mais fantásticos relacionados a vampiros – e os roteiros eram complexos para seu tempo. Vamos conhecer o quanto o segundo título da série trouxe para o mundo dos games, e se Soul Reaver é mesmo um dos melhores roteiros da quinta geração de consoles. Peguem suas espadas, pois a Soul Reaver é minha.


- Blood Omen – Legacy of Kain

"Blood Omen - Legacy of Kain"
 “Soul Reaver” é o segundo jogo da franquia. O primeiro trazia uma visão top down. O jogo já trazia um roteiro mirabolante, mas a jogabilidade pecava por lentidões nas respostas dos controles. O jogo sozinho não foi capaz de trazer fama a franquia, que viria somente no jogo seguinte – a franquia deixaria por algum tempo o nome “Blood Omen” e passaria a chamar-se apenas “Legacy of Kain”.



- Legacy of Kain – Soul Reaver

Capa de "Soul Reaver"

Em 1999 a Crystal Dynamics – a mesma dos atuais Tomb Raiders – trouxe a continuação do primeiro jogo. Desta vez o jogo contava com motores gráficos tridimensionais, cenários poligonais, trilha sonora melhor trabalhada e uma das melhores dublagens da geração. Os produtores trabalharam firme para que a transição funcionasse, e conseguiram magistralmente não serem engolidos pela nova tecnologia.

 -- Jogabilidade 

O jogo abandonou os elementos de RPG e decidiu trabalhar com planos – físico e espectral – cada qual com sua limitação na jogabilidade do jogo. Define-se como sendo um jogo de aventura em três dimensões, com certa linearidade e puzzles que definem a velocidade com que o jogo passa. Além disso, o jogo conta com combates que são definidos pelas habilidades de seu protagonista – Raziel, que possui uma habilidade deficiente de voar, um poder de combate interessante, e é extremamente veloz. O jogo ainda conta com armas que podem tornar sua missão de eliminar vampiro um pouco mais fácil, que vão de lanças até espadas.

Nos combates contra vampiros existem três formas de vencê-los – empalando-os com uma lança no coração, jogando-os contra elementos mortíferos no cenário, ou jogando-os no fogo/sol. Assim, deve-se antes de um combate árduo observar os cenários e deixa-los propícios para vitória. Um grande mérito para um jogo que basicamente tem um combate centrado em dois botões – bater e agarrar, mas que ainda assim não o tornam simplório demais.

No plano dos vivos as armas possuem poder limitado, e sua vida tem duração limitada – o que cria certa urgência na resolução de puzzles e que você derrota todos os inimigos em busca de devorar suas almas para ganhar tempo. No mundo espectral, você terá todo seu poder e tempo ilimitado – já que tecnicamente você está mais ligado ao mundo dos mortos agora. Nas primeiras horas você vai entender o nome do jogo, pois a arma principal – a Soul Reaver – é a mais poderosa dentre as armas da franquia. E embora não tenha papel tão central na trama, é a arma certa para derrotar a maior parte dos grandes desafios no jogo.

 -- Gráficos 

Os gráficos de Soul Reaver são incríveis. O jogo possui um balanço e contraste de cores dentre os mais bonitos do PS1 – o mundo físico e o espectral tem paleta de cores opostas, que vão do claro até o mais sombrio tom de cinza do castelo. Os cenários do castelo, não são repetitivos – como acontece eventualmente em jogos que usam castelos como plano de fundo.

Além de tudo, o jogo conta com CG’s – clássicas nos jogos da quinta geração – e são bem feitas. Claro, quando o jogo migra para os gráficos in-game temos uma diferença gráfica estupenda. O jogo possui ainda dublagem extremamente bem feita pra época, e mesmo uma versão em português com qualidade similar pode ser encontrada para a versão PC. A versão dos computadores tem gráficos levemente melhores, mas todas as versões basicamente se equivalem.

 -- Enredo 

Soul Reaver se passa cerca de 1500 anos após o primeiro jogo da série, e é um tanto influenciado pelo primeiro jogo. No primeiro jogo, Kain ganha poderes além dos que se imaginaria – e por isso torna-se respeitado e um dos vampiros centrais em seu grupo – que são por tabela, seus filhos.

Seu filho Raziel – o protagonista do segundo jogo – é seu filho mais poderoso, e também o mais legal entre todos eles. Por isso, as trevas o presentearam com o que chamam de “Dark Gift”, que são asas. O presente é recebido com inveja de seu pai que jamais chegara a receber o presente mesmo sendo o mais poderoso vampiro – e condena o filho como sendo um traidor, e o jogo no lago dos mortos, um local onde jamais morreria, mas sofreria eternamente com os ferimentos em seu corpo.

Após sofrer por mil anos, um dos “Elder Gods” o libertam e o instiga a buscar vingança contra seus irmãos – que jamais o vieram buscar – e o seu pai que o havia condenado injustamente. Raziel ainda é um devorador de almas nato, mas é apenas a sombra do que um dia já fora, e mesmo assim o ódio o guia a seguir em vingança contra seu pai. Ele segue para o “Kain’s Castle”, e lá pretende vingar-se de cada um dos que o abandonaram.

Não irei revelar todo o enredo claro, mas a luta de Raziel contra cada um deles é simplesmente o ponto alto do jogo, que sofre reviravoltas das melhores possíveis e torna o jogo algo muito além de uma simples caçada mortal em busca de vingança. Ponto para os roteiristas que tornaram Soul Reaver em uma aventura quase sombria, mas agradável em todos os pontos do roteiro.

-- Considerações finais 

Soul Reaver faz parte de uma época específica que eu considero como a parte que nos trouxe a indústria como conhecemos hoje. Deixávamos o espírito infantil dos jogos, e o vídeo game passou a ser um dos grandes contadores de histórias. E nesse período está Soul Reaver com todos os seus acertos e seus poucos erros – que em geral erros de roteiro causados por seus descuidados sucessores.

O jogo é essencial para os fãs de jogos de aventura, como eu – que vivi o inferno e o céu da franquia que vieram após o excelente Soul Reaver. Por isso, não irei culpa-lo por descuidos futuros ou de seu antecessor um tanto desajusto, pois Soul Reaver é fantástico.



Nota final: 09/10


Ficha técnica:

Nome: Legacy of Kain - Soul Reaver
Produtora: Crystal Dynamics
Ano de Lançamento: 1999
Plataformas: PC, Playstation 1 e Dreamcast.
Número de jogadores: Single Player.


 Aos que se interessam pelo universo de Nosgoth, aqui está uma ordem cronológica FANTÁSTICA de TODOS os eventos da franquia até o jogo mais recente – basta clicar aqui para ver.

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